Energia eólica no Brasil
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Denomina-se energia eólica a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). Seu aproveitamento ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas, também denominadas aerogeradores, para a geração de eletricidade, ou cataventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água.
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Energia eólica no Brasil
Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, é necessário que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m2, a uma altura de 50 m, o que requer uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s. No Brasil, os primeiros anemógrafos computadorizados e sensores especiais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de Noronha (PE), no início dos anos 1990. Os resultados dessas medições possibilitaram a determinação do potencial eólico local e a instalação das primeiras turbinas eólicas do Brasil.
Embora ainda haja divergências entre especialistas e instituições na estimativa do potencial eólico brasileiro, vários estudos indicam valores extremamente consideráveis. Até poucos anos, as estimativas eram da ordem de 20.000 MW. Hoje a maioria dos estudos indica valores maiores que 60.000 MW. Essas divergências decorrem principalmente da falta de informações (dados de superfície) e das diferentes metodologias empregadas.
Os recursos apresentados na legenda da Figura 1 referem-se à velocidade média do vento e energia eólica média a uma altura de 50m acima da superfície para 5 condições topográficas distintas: zona costeira – áreas de praia, normalmente com larga faixa de areia, onde o vento incide predominantemente do sentido mar-terra; campo aberto – áreas planas de pastagens, plantações e /ou vegetação baixa sem muitas árvores altas; mata – áreas de vegetação nativa com arbustos e árvores altas mas de baixa densidade, tipo de terreno que causa mais obstruções ao fluxo de vento; morro – áreas de relevo levemente ondulado, relativamente complexo, com pouca vegetação ou pasto; montanha – áreas de relevo complexo, com altas montanhas.
Figura 1. Mapa eólica do Brasil. Fonte: ANEEL
Energia eolica no contexto do setor eletrico Brasileiro
No Brasil, a participação da energia eólica na geração de energia elétrica ainda é pequena. Segundo o ANEEL, em setembro de 2003 havia apenas 6 centrais eólicas em operação no País, perfazendo uma capacidade instalada de 22.075 kW. Entre essas centrais, destacam-se Taíba e Prainha, no Estado do Ceará, que representam 68% do parque eólico nacional. No entanto, os incentivos vigentes para o setor elétrico brasileiro deverão despertar o interesse de empreendedores. Destaque-se, aqui, o PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica no Brasil. Outro fator importante, como incentivo, é a possibilidade de complementaridade entre a geração hidrelétrica e a geração eólica, visto que o maior potencial eólico, na região Nordeste, ocorre durante o período de menor disponibilidade hídrica.
Em setembro de 2003, havia registro de 92 empreendimentos eólicos autorizados pela ANEEL, cuja construção não havia sido iniciada, que poderão agregar ao sistema elétrico nacional cerca de 6.500 MW.
A geração de energia elétrica por meio de turbinas eólicas constitui uma alternativa para diversos níveis de demanda. As pequenas centrais podem suprir pequenas localidades distantes da rede, contribuindo para o processo de universalização do atendimento. Quanto às centrais de grande porte, estas têm potencial para atender uma significativa parcela do Sistema Interligado Nacional (SIN) com importantes ganhos: contribuindo para a redução da emissão, pelas usinas térmicas, de poluentes atmosféricos; diminuindo a necessidade da construção de grandes reservatórios; e reduzindo o risco gerado pela sazonalidade hidrológica, à luz da complementaridade citada anteriormente. Entre os principais impactos socioambientais negativos das usinas eólicas destacam-se os sonoros e os visuais. Os impactos sonoros são devidos ao ruído dos rotores e variam de acordo com as especificações dos equipamentos (ARAÚJO, 1996). Segundo o autor, as turbinas de múltiplas pás são menos eficientes e mais barulhentas que os aerogeradores de hélices de alta velocidade. A fim de evitar transtornos à população vizinha, o nível de ruído das turbinas deve antender às normas e padrões estabelecidos pela legislação vigente.
Ate o Janeiro do 2009, o Brasil tinha 360 MW de energia eolica mas a expectativa e' de um crescimento substancial ate' o final do ano. O PROINFA Eólica tinha atraso no desenvolvimento de parques eólicas e a Eletrobras esta indagando a razao. No 2009 e' tambem possivel ter um leilao para os novos parques eólicas para chegar ate 1,000 MW instalados.
Notas e Referências
Ver também
PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica no Brasil
Ligações externas
Atlas de Energia Életrica do Brasil - 3ª edição
Wobben Enercon - mais que 300 MW de eolica instaladas dentro do PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica no Brasil
Suzlon - mais que 300 MW de eolica instaladas dentro do PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica no Brasil
Vestas - 200 MW de eolica instaladas dentro do PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica no Brasil
IMPSA - 300 MW de eolica instaladas dentro do PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica no Brasil

