Energia solar fotovoltaica no Brasil

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O sol é fonte de energia renovável, o aproveitamento desta energia tanto como fonte de calor quanto de luz, é uma das alternatias energéticas mais promissoras para enfrentarmos os desafios do novo milênio.

A energia solar é abundante e permanente, renovável a cada dia, não polui e nem prejudica o ecossistema. A energia solar é a solução ideal para áreas afastadas e ainda não eletrificadas, especialmente num país como o Brasil onde se encontram bons índices de insolação em qualquer parte do território.

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Potencial de energia solar fotovoltaica no Brasil

O mapa solar do Brasil mostra a média anual do total diário de irradiação solar global incidente no território brasileiro. Pode-se observar que a média anual de irradiação global apresenta boa uniformidade, com médias anuais relativamente altas em todo país. O valor máximo de irradiação global – 6,5kWh/m2 - ocorre no norte do estado da Bahia. A menor irradiação solar global (4,25kWh/m2) ocorre no litoral norte de Santa Catarina. Os valores de irradiação solar global incidente em qualquer região do território brasileiro (4200-6700 kWh/m2) são superiores aos da maioria dos países da União Européia, como Alemanha (900- 1250 kWh/m2), França (900- 1650kWh/m2) e Espanha (1200-1850 kWh/m2), onde projetos de energia solar, alguns contando com fortes incentivos governamentais, são amplamente disseminados.

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Figura 1. Radiação solar global diária - média anual típica (Wh/m2.dia) no Brasil. Fonte: ANEEL

Uso atual de energia solar fotovoltaica no Brasil

No Brasil, a descentralização da distribuição de energia e o aproveitamento de fontes de energia renovável é a única forma de entregar eletricidade para bilhões de pessoas que ainda não tem acesso a essa comodidade. As grandes distâncias e a demanda local relativamente baixa tornam em muitos casos os custos de transmissão e distribuição proibitivos.

Alguns equipamentos solares fotovoltaicos úteis para aplicações produtivas, já têm alcançado tal maturidade que podem ser aplicados sem limitações:

- Sistemas de utilização domiciliar: Neste caso, os principais componentes necessários são: um conjunto de painéis solares, um controlador de carga, um banco de baterias e um inversor. O inversor transforma a energia em corrente contínua – CC do sistema SF em corrente alternada – CA para equipamentos que funcionam em corrente alternada. A Agencia Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, através da resolução 083/2004, definiu os parâmetros básicos de SIGFIs e uma série de regulamentos para as concessionárias na aplicação destes sistemas descentralizados.

- Sistemas de bombeamento de água utilizando energia solar: Uma das vantajosas aplicações para energia solar é o bombeamento de água. Em sistemas que requerem bombeamento constante ou durante o período diurno, temse mostrado altamente eficiente. Aplicações das mais diversas, tais como abastecimento de água potável para comunidades, na agricultura e agropecuária para irrigação, hidroponia, pulverização e abastecimento de bebedouros, além de aeração em tanques de peixes e crustáceos. Dependendo do uso, são empregadas bombas submersas ou de superfície. A potência abrange uma faixa de alguns 100 Watts até mais do que 3 KW. O bombemento solar demonstra-se competitio com outros tipos de bombeamento de água soamente em sistemas de pequeno porte como foi jà descrito na pagina de bombeamento de água no Brasil.

- Cercas eletrificadas com energia solar: Uma outra área em que o uso de energias renováveis pode ajudar na situação social e econômica é na aplicabilidade de cercas elétricas. A criação de bovinos, ovinos e caprinos e geralmente é desenvolvida em áreas cercadas. É muito pequeno o número de criadores que adotam o confinamento dos animais, mas detém apenas uma pequena parte do rebanho total. A grande vantagem das cercas elétricas, em relação às de arame farpado, arame liso, madeira (varas), mistas (arame e madeira), telas e às cercas vivas, é o custo. Normalmente, a unidade eletrificada custa entre quatro e cinco vezes menos que qualquer uma convencional. Isso se deve ao fato de haver uma menor necessidade de fios para uma mesma altura. Onde seriam necessários oito fios de arame farpado, por exemplo, um modelo eletrificado demanda apenas quatro. Além disso, as cercas elétricas também podem ser montadas em fios lisos, melhores que os de arame farpado. Esse tipo fere os animais, dificultando a venda da pele e criando a possibilidade de infecções e doenças pelas moscas. Os equipamentos para cercas elétricas devem atender às normas internacionais de segurança.


O futuro da energia solar fotovoltaica no Brasil

O Brasil apresenta um grande potencial para a aplicação da energia solar fotovoltaica (FV) conectada à rede elétrica, no entanto pouco tem sido investido no sentido de promover a sua inserção como fonte complementar na matriz energética nacional. Os ainda altos custos envolvidos, aliados ao desconhecimento das estimativas de redução ao longo dos anos e das suas vantagens sociais, econômicas e ambientais, são fatores fundamentais que justificam a não-exploração dessa fonte num país com altos níveis de radiação solar.

No Brasil, a geração de energia elétrica por FRE vem passando por uma nova fase, porém, apesar de o país já ter dado início ao incentivo, principalmente com o PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica no Brasil, a tecnologia FV conectada à rede elétrica não tem sido contemplada e incentivada pela legislação em vigor. O Proinfa contempla apenas as fontes eólica, biomassa e PCH. Por mais que a tecnologia FV fosse inserida nesse programa, ela seria praticamente inviável, uma vez que foi estipulado um percentual de 60% de nacionalização.

A partir do momento em que houver preços mais competitivos com a geração convencional ou um programa de incentivo adequado, que estimule investidores, será possível estabelecer uma indústria local e, conseqüentemente, fazer com que uma maior produção em escala de energia FV ocorra. Assim, torna-se fundamental a elaboração de um mecanismo de incentivo eficaz, que contemple essa fonte inesgotável de energia, permitindo que as experiências obtidas com as instalações em países onde esta fonte energetica tem succedido, em especial as da Alemanha, possam servir de parâmetro para dar fomento à iniciativa no Brasil.

Um estudo do potencial fotovoltaico no Brasil mostra que se um programa de incentivo fosse sido introducido no 2008, e considerando uma Taixa Interna de Retorno do Investimento (TIR) mais razoável e já considerada atrativa para investimentos no setor energético brasileiro, em torno de 7%, sob a mesma condição de acréscimo na tarifa elétrica do setor esidencial soamente do 4% , já em 2015 um considerável número dos estados brasileiros atingiria a paridade tarifária. No ano de 2017, a maioria dos brasileiros já poderia instalar sistemas FV com o mesmo preço do que a energia convencional.


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